{"id":374,"date":"2013-01-12T16:46:37","date_gmt":"2013-01-12T16:46:37","guid":{"rendered":"http:\/\/dynamoprod.com.br\/website\/?p=374"},"modified":"2013-01-12T16:46:37","modified_gmt":"2013-01-12T16:46:37","slug":"eric-de-haas-os-albuns-que-marcaram-o-produtor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dynamoprod.com.br\/dynamo\/eric-de-haas-os-albuns-que-marcaram-o-produtor\/","title":{"rendered":"Eric de Haas: os \u00e1lbuns que marcaram o produtor"},"content":{"rendered":"<p>O holand\u00eas Eric de Haas \u00e9 sem d\u00favida um importante nome na hist\u00f3ria do heavy metal no Brasil. Tendo iniciado sua carreira como fot\u00f3grafo de shows, com fotos publicadas em diversas revistas de rock e metal, sua vida mudou ao conhecer o Brasil, seu lar h\u00e1 25 anos, e com isso a hist\u00f3ria do metal no Brasil tamb\u00e9m mudou. Em 1990 ele fundou em S\u00e3o Paulo a vers\u00e3o brasileira do lend\u00e1rio holand\u00eas Bar Dynamo, onde diversas bandas despontaram nos anos 80. Lan\u00e7ou no Brasil as revistas On&amp;Off e Dynamite e realizou durante a d\u00e9cada de 90 in\u00fameras turn\u00eas no Brasil de gigantes do metal mundial, e colaborou na primeira grande turn\u00ea do Sepultura como headliner no exterior, e na participa\u00e7\u00e3o no festival Dynamo Open Air, um dos eventos met\u00e1licos de maior prest\u00edgio na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ainda nos anos 90 Eric de Haas abriu em S\u00e3o Paulo a representa\u00e7\u00e3o brasileira da Century Media, lan\u00e7ando aqui os CDs da gravadora e representando outros selos como SPV, Nuclear Blast e Sanctuary. Ao todo foram mais de 500 t\u00edtulos lan\u00e7ados. J\u00e1 na d\u00e9cada seguinte, em 2004, Eric reabriu o bar Dynamo, e dois anos ap\u00f3s trouxe a vers\u00e3o brasileira da revista Rock Hard, al\u00e9m de inaugurar a gravadora Dynamo Records, que em parceria com a Sanctuary Records lan\u00e7ou um acervo consider\u00e1vel de CDs no Brasil. Atualmente este incans\u00e1vel holand\u00eas \u00e9 respons\u00e1vel pelas exporta\u00e7\u00f5es e marketing dos amplificadores Meteoro no exterior, trabalhando nas maiores feiras de instrumentos musicais como NAMM nos EUA, Musikmesse Frankfurt na alemanha, NAMM\/Musikmesse na Russia, Palm Expo em Beijing (China), Expomusic no Brasil e NAMM\/Musikmesse em Shanghai (China).<\/p>\n<p>Confira abaixo os primeiros contatos de Eric de Haas com a m\u00fasica, e os \u00e1lbuns que marcaram sua vida.<\/p>\n<p>Comecei a me interessar por m\u00fasica com cerca de 12 anos de idade, ouvindo bandas como Pink Floyd e Rolling Stones, seguidas de AC\/DC e Deep Purple, mas foi ap\u00f3s ouvir o primeiro disco do Iron Maiden, quando foi lan\u00e7ado, que me apaixonei por heavy metal mesmo, e comecei a procurar por mais bandas do estilo. No final dos anos setenta eu comecei a me interessar por fotografia e comprei uma c\u00e2mera barata. Os primeiros shows em que fui foram os do Mother&#8217;s Finest e do Rolling Stones no final dos anos 70, ou talvez tenha sido 1980, n\u00e3o lembro. Levei a c\u00e2mera e tirei muitas fotos. As fotos dos Rolling Stones ficaram realmente espetaculares e centenas de pessoas na Holanda me pediram c\u00f3pias das mesmas, o que me incentivou a levar a c\u00e2mera para todos os shows.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 80 foi criada a primeira revista de heavy metal na Holanda, a Aardschok, coincidentemente na minha cidade, e o dono, Metal Mike, e eu logo nos conhecemos. Quando ele viu as fotos me pediu para fotografar para a revista, o que acabou sendo o in\u00edcio de uma carreira, e dentro de pouco tempo a maioria das revistas europ\u00e9ias e americanas de rock ou heavy metal come\u00e7aram a usar as minhas fotos. Isso tudo durou at\u00e9 eu viajar para o Brasil em 1988, pa\u00eds pelo qual me apaixonei e para onde me mudei no mesmo ano, indo morar em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Pink Floyd &#8211; &#8220;Wish You Were Here&#8221;<\/strong><br \/>\nDe todos os discos do Pink Floyd que eu j\u00e1 tinha na epoca, o &#8220;Wish You Were Here&#8221; provavelmente \u00e9 o que eu mais escutei. Na \u00e9poca do lan\u00e7amento eu dei o LP de presente no aniversario da minha irm\u00e3 sendo que fiz uma copia em fita cassete para mim mesmo. Passava as f\u00e9rias de ver\u00e3o em alguns campings no sul da Fran\u00e7a onde a fita foi tocada todos os dias muitas vezes.<\/p>\n<p><strong>Mother&#8217;s Finest &#8211; &#8220;Another Mother Further&#8221;<\/strong><br \/>\nDisco do final dos anos setenta e a primeira a misturar funk com hard rock, depois deste lan\u00e7amento lan\u00e7aram mais um disco bom chamado &#8220;Metal&#8221;. Fora disso lan\u00e7arem somente disco-funk o que eu como bom metaleiro, odiava na \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>Rainbow &#8211; &#8220;Rising&#8221;<\/strong><br \/>\nO meu disco favorito para escutar, especialmente o lado B do LP, quando chegava em casa ap\u00f3s uma bela noite de bebedeira. O som no volume 10 e com headphone, ate um dia em que esqueci de desligar os speakers e \u00e0s 4 da manh\u00e3 de um domingo acordei a casa inteira.<\/p>\n<p><strong>Iron Maiden &#8211; &#8220;Iron Maiden&#8221;<\/strong><br \/>\nQuando passei pela vitrine da loja de discos da minha cidade vi a capa, que me chamou a aten\u00e7\u00e3o na hora. Entrei na loja e pedi para ouvir o disco, amei a energia, as melodias, e comprei o disco na hora. Meus pais j\u00e1 n\u00e3o aguentavam mais ouvir as m\u00fasicas.<\/p>\n<p><strong>Mercyful Fate &#8211; &#8220;Mercyful Fate&#8221; <\/strong>(tamb\u00e9m conhecido por &#8220;Nuns Have No Fun&#8221;)<br \/>\nA banda veio da Dinamarca para gravar este mini disco de 4 faixas na Holanda, lan\u00e7ado por um selo pequeno da minha cidade. Claro que tocarem no clube Dynamo, em Eindhoven. Era o primeiro show da banda fora da Dinamarca. Um show antol\u00f3gico, e me apaixonei pela banda. Desde entao n\u00e3o posso perder mais nenhum dos discos gravados pelo mestre Kim Bendix Peterson, conhecido como King Diamond.<\/p>\n<p><strong>Dio &#8211; &#8220;Holy Diver&#8221;<\/strong><br \/>\nO que dizer deste grande mestre. Todos os discos que ele fez sao \u00f3timos, n\u00e3o tendo nenhum fraco. O mais engra\u00e7ado \u00e9 que n\u00e3o importa qual disco do Dio voc\u00ea escutou primeiro, como por exemplo &#8220;Holy Diver&#8221;, &#8220;Last In Line&#8221;, &#8220;sacred Heart&#8221;, mas aquela que voc\u00ea escutou primeiro ser\u00e1 sempre o seu favorito do Dio. O meu fui o &#8220;Holy Diver&#8221;, outro disco que n\u00e3o saiu da minha vitrola.<\/p>\n<p><strong>Manowar &#8211; &#8220;Battle Hymns&#8221;<\/strong><br \/>\nEste disco marcou muito. O disco apareceu e de cara ficou o disco mais tocado no nosso bar Dynamo na Holanda. Eu consegui contato com a banda e encomendei um grande patch para as costas, substituindo o j\u00e1 consagrado Eddie do Maiden. O disco virou uma marca, o \u00edcone para os metaleiros da minha cidade.<\/p>\n<p><strong>Queensryche \u2013 &#8220;Queen of the Reich&#8221;<\/strong><br \/>\nDepois do Manowar, a banda que mexeu muito comigo foi o Queensryche com este EP. Em seguida veio o primeiro LP completo e a turn\u00ea europ\u00e9ia na qual eu seguia a banda pela Holanda e Alemanha onde pudesse.<\/p>\n<p><strong>S.O.D. &#8211; &#8220;Speak English Or Die&#8221;<\/strong><br \/>\nIncrivel a energia posta neste disco. Resultado de uma brincadeira na sobra de tempo no est\u00fadio ap\u00f3s a grava\u00e7\u00e3o do disco &#8220;Spreading The Disease&#8221;, do Anthrax. O Anthrax havia terminado as grava\u00e7\u00f5es e estavam no est\u00fadio comemorando com os amigos do Nuclear Assault e Billy Milano. Scott Ian havia feito desenhos do Sargent D e algumas frases ir\u00f4nicas a respeito. No est\u00fadio brincaram com os instrumentos baseados nas frases e desenhos do Sgt D e assim em 3 dias compuseram e gravaram a maioria das m\u00fasicas deste disco. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a o disco na \u00e9poca causou mais impacto do que o lan\u00e7amento do disco do Anthrax.<\/p>\n<p><strong>Sepultura &#8211; &#8220;Beneath The Remains&#8221;<\/strong><br \/>\nLogo quando cheguei no Brasil o Sepultura estava no est\u00fadio gravando o disco e algumas pessoas me disseram ser a melhor banda brasileira e que eu precisava ver. Fui ver as grava\u00e7\u00f5es deles no est\u00fadio no Rio de Janeiro e posso dizer que me impressionei quando o disco ficou pronto. Amo o disco ate hoje.<\/p>\n<p><strong>Krisiun \u2013 &#8220;Black Force Domain&#8221;<\/strong><br \/>\nAcredito que na \u00e9poca quase todas as bandas brasileiras me procuravam para me mostrar suas demos, e em alguns casos j\u00e1 um disco gravado. A maioria das bandas tinham qualidade duvidosa e grava\u00e7\u00f5es extremamente ruins. O Krisiun, porem, era diferente. A demo que me apresentaram tinha a mesma qualidade prec\u00e1ria, porem aqui tinha algo a mais. Aqui tinha energia e m\u00fasicos com muito potencial. Acabou sendo a primeira banda que o meu selo Dynamo Records colocou no est\u00fadio para a grava\u00e7\u00e3o de um disco. At\u00e9 hoje n\u00e3o d\u00e1 para acreditar o que estes 3 irm\u00e3os conseguiram fazer. Em apenas 66 horas de est\u00fadio (grava\u00e7\u00e3o e mixagem inclu\u00eddos) entregaram o disco &#8220;Black Force Domain&#8221;, um disco que abriu o mundo para eles, um disco que eu amo escutar ate hoje.<\/p>\n<p>Incr\u00edvel como tem discos que marcam, em diversos estilos. Posso ainda citar discos como:<\/p>\n<p>The Sisters of Mercy &#8211; &#8220;Vision Thing&#8221;<br \/>\nDeep Purple &#8211; &#8220;24 Carat Purple&#8221;<br \/>\nSupertramp &#8211; &#8220;Breakfast in America&#8221;<br \/>\nDead Can Dance &#8211; &#8220;Dead Can Dance&#8221;<br \/>\nEnigma \u2013 &#8220;MCMXC aD&#8221;<br \/>\nAlan Parsons Project \u2013 &#8220;Eye In The Sky&#8221;<br \/>\nSlayer \u2013 &#8220;Show No Mercy&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O holand\u00eas Eric de Haas \u00e9 sem d\u00favida um importante nome na hist\u00f3ria do heavy metal no Brasil. 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